Aula 005 - 1P - Microbiologia e Imunologia

De Nutrição - Multivix 2024
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A resistência antimicrobiana ocorre quando uma bactéria desenvolve mecanismos que neutralizam a ação de antimicrobianos, tornando o tratamento ineficaz.


• Resistência Bacteriana: Capacidade das bactérias de sobreviver e se multiplicar na presença de concentrações terapêuticas de um antimicrobiano que antes seria eficaz contra elas.

• Antimicrobianos: Compostos que matam ou inibem o crescimento de microrganismos, podendo ser bactericidas (matam) ou bacteriostáticos (inibem o crescimento).

Mecanismos de Resistência

• Produção de enzimas que degradam ou modificam o antibiótico: Exemplo é a Betalactamases, que inativam penicilinas e cefalosporinas.


• Redução da permeabilidade da membrana externa: Diminui a entrada do antimicrobiano na célula bacteriana, especialmente em bactérias Gram-negativas.


• Sistemas de efluxo hiperexpressos: Bombas que expulsam o antimicrobiano para fora da célula antes que ele alcance o alvo.


• Alteração do sítio de ligação do antibiótico: Mutações ou modificações nas moléculas-alvo impedem que o antibiótico atue.


• Bloqueio ou proteção do sítio-alvo: Proteínas adicionais impedem a interação do antimicrobiano com seu alvo.

Tipos de Resistência

• Resistência Intrínseca: Natural de algumas espécies bacterianas devido à sua estrutura ou metabolismo.


• Resistência Adquirida: Surge de mutações ou pela aquisição de genes de resistência por mecanismos como:


Conjugação: Transferência por plasmídeos.

Transformação: Captação de DNA livre.

Transdução: Transferência por bacteriófagos.

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Bacterias - 2.png

Os antimicrobianos devem ser capazes de:

Ação do antimicrobianos.jpg

Classificação dos Antibióticos

Espectro de Ação:

• Amplo Espectro: Atua contra Gram-positivas e Gram-negativas.

• Baixo Espectro: Atua de forma mais seletiva, causando menos impacto à microbiota.

Modo de Ação

• Bactericida: Mata diretamente as bactérias.

• Bacteriostático: Inibe o crescimento bacteriano, dependente do sistema imunológico.

Grupos Químicos e Mecanismos de Ação

• Betalactâmicos: (Penicilinas, Cefalosporinas) – Inibem a síntese da parede celular.

• Glicopeptídeos: (Vancomicina) – Bloqueiam a formação do peptidoglicano na parede celular.

• Aminoglicosídeos: (Gentamicina) – Afetam a síntese proteica no ribossomo 30S.

• Tetraciclinas: (Doxiciclina) – Bloqueiam a síntese proteica no ribossomo 30S.

• Macrolídeos: (Eritromicina) – Inibem a síntese proteica no ribossomo 50S.

• Quinolonas: (Ciprofloxacino) – Inibem a replicação do DNA (DNA girase).

• Sulfonamidas: (Sulfametoxazol) – Interferem na síntese do ácido fólico.

• Polimixinas: (Colistina) – Alteram a membrana externa de Gram-negativas.

• Oxazolidinonas: (Linezolida) – Bloqueiam a iniciação da síntese proteica.

• Rifamicinas: (Rifampicina) – Inibem a síntese de RNA.

Importante compreender

Resistencia: É a forma que as bactérias encontram para neutralizar o efeito do antibiótico.


Uma bactéria é considerada resistente a determinado antibiótico quando continua a multiplicar-se na presença de níveis terapêuticos da droga.


Tolerância: A tolerância aos antimicrobianos é definida como a capacidade da bactéria mostrar-se sensível à concentração inibitória mínima (CIM) do antibiótico, porém, apresenta-se com maior capacidade de sobreviver na presença da droga, ou seja, não sofre a ação da concentração bactericida mínima (CBM) habitual. Em termos práticos, a bactéria é incapaz de multiplicar -se, mas ainda pode permanecer viável no sítio da infecção.


Persistência: As bactérias não são resistentes aos antibióticos mas continuam simplesmente a existir em um estado dormente ou inativo quando expostas ao tratamento antibacteriano. Estas bactérias mais tarde “despertam”, quando o tratamento acaba, retomando suas ações patogênicas . Esse mecanismo ainda não está totalmente claro!

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