Aula 003 - 1P - Anatomia

De Nutrição - Multivix 2024
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Sistema Ósseo

O sistema ósseo é o conjunto de ossos que formam o esqueleto humano, também conhecido como sistema esquelético. Ele tem diversas funções essenciais para o corpo, como dar suporte, proteção, movimentação, armazenamento de minerais e produção de células sanguíneas. Ele é composto por ossos, cartilagens, ligamentos e articulações.


Suas principais funções são:

Suporte: Proporciona estrutura e forma ao corpo, permitindo que órgãos e tecidos se ancorem adequadamente.

Proteção: Protegem órgãos vitais, como o crânio que protege o cérebro e a caixa torácica que protege o coração e os pulmões.

Movimentação: Junto com os músculos, os ossos permitem o movimento do corpo. As articulações entre os ossos funcionam como pontos de apoio. Quando os músculos se contraem, eles puxam os ossos, permitindo movimento.

Armazenamento de minerais: Os ossos armazenam minerais importantes, como cálcio e fósforo, que são liberados no sangue conforme o corpo precisa. Além disso, a medula óssea amarela armazena lipídios que servem como reserva de energia.

Produção de células sanguíneas: Na medula óssea vermelha, que está dentro de alguns ossos, ocorre a hematopoiese, o processo de formação de células sanguíneas, como glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas.

Estrutura e Composição dos Ossos

Os óssos são orgãos compostos por tecidos duros e resistentes. Eles possuem uma parte externa chamada osso compacto, que é densa e forte, e uma parte interna chamada osso esponjoso, que é mais leve e porosa.

A composição do tecido ósseo combina componentes inorgânicos e orgânicos, responsáveis por características distintas, como dureza e flexibilidade, essenciais para o equilíbrio entre rigidez e resistência.

Composição dos Ossos.jpg

65% Parte inorgânica: Composta principalmente por sais minerais como sódio, potássio, bicarbonato, magnésio e, especialmente, cálcio e fosfato. Esses elementos formam cristais de hidroxiapatita, que são depositados na matriz óssea e conferem ao osso sua característica de dureza, fundamental para o suporte estrutural e a proteção dos tecidos moles. Essa rigidez, no entanto, torna o osso relativamente quebradiço.

35% Parte orgânica: Predominantemente composta por colágeno (mais de 90%), além de outras proteínas como proteoglicanos e glicoproteínas.

Estrutura do Osso.png

O colágeno proporciona resistência e flexibilidade, permitindo que o osso suporte forças de compressão e tração, o que reduz o risco de fraturas.


Classificação dos Ossos

Ossos longos: Exemplo, fêmur e úmero. São ossos maiores em comprimento, com uma diáfise (corpo) e duas epífises (extremidades), e são essenciais para a mobilidade e o suporte do corpo.


Ossos curtos: Exemplo, ossos do carpo e tarso. Aproximadamente iguais em comprimento e largura, proporcionando estabilidade e algum movimento.


Ossos planos: Exemplo, crânio e costelas. Finos e geralmente com função protetora.


Ossos irregulares: Exemplo, vértebras. Têm formas complexas que não se encaixam nas outras categorias.


Ossos sesamoides: Exemplo, patela. Pequenos e redondos, desenvolvem-se dentro de tendões para reduzir o atrito.


Ossos suturais: Também chamados de ossos wormianos, são pequenos ossos que se formam nas suturas do crânio, especialmente entre os ossos parietais e outros ossos cranianos. Esses ossos variam em número e forma de pessoa para pessoa e são mais comuns nas suturas lambdoides. Eles não têm função de movimento, mas ajudam a preencher espaços entre os ossos do crânio durante o desenvolvimento e crescimento, conferindo estabilidade à estrutura craniana.


Ossos pneumáticos: São ossos que possuem cavidades preenchidas com ar, conhecidas como seios ou seios paranasais, que se conectam às vias respiratórias. Exemplos incluem o osso maxilar, o esfenoide, o etmóide e o frontal, todos localizados no crânio. Essas cavidades ajudam a reduzir o peso do crânio sem comprometer a resistência; Aumentar a ressonância vocal ao emitir som, o que afeta a qualidade da voz; Auxilia na filtração e umidificação do ar que passa pelas vias respiratórias;

Tecidos Ósseos

O tecido ósseo é o principal componente dos ossos, com uma estrutura especializada para suportar o corpo, proteger órgãos vitais e permitir o movimento. Ele é um tipo de tecido conjuntivo rígido, cuja resistência se deve aos sais minerais, como o cálcio, e às fibras de colágeno em sua composição. Os dois tipos principais de tecido ósseo são o tecido ósseo compacto e o tecido ósseo esponjoso, cada um com características e funções específicas.


1. Tecido Ósseo Compacto

Esse tipo de tecido ósseo é denso e resistente, formando a camada externa dos ossos. Sua estrutura organizada permite que ele suporte grandes forças, oferecendo estabilidade e proteção. A unidade funcional básica do tecido compacto é o osteón (ou sistema de Havers).


Osteóns (Sistemas de Havers): São estruturas cilíndricas compostas por camadas concêntricas de matriz óssea chamadas lamelas, organizadas ao redor de um canal central.

Canal de Havers: Localizado no centro de cada osteón, este canal contém vasos sanguíneos e nervos essenciais para a nutrição e comunicação celular dentro do osso.

Canais de Volkmann: Estes canais horizontais atravessam os osteóns, conectando os canais de Havers e facilitando a circulação sanguínea e a troca de nutrientes no osso compacto.


2. Tecido Ósseo Esponjoso

O tecido ósseo esponjoso é mais leve e poroso, localizado principalmente nas extremidades dos ossos longos e no interior dos ossos planos, como os do crânio e das costelas. Sua estrutura é composta por pequenas colunas ou placas chamadas trabéculas, que formam uma rede irregular, conferindo resistência ao mesmo tempo que reduz o peso do osso.

Trabéculas: Estruturas organizadas de acordo com as linhas de força e pressão que o osso precisa suportar. Essa organização ajuda a distribuir os impactos, reduzindo a chance de fraturas.

Medula Ossea.png

Medula Óssea Vermelha: Responsável pela formação das células sanguíneas – os glóbulos vermelhos, que transportam oxigênio; os glóbulos brancos, que defendem o corpo contra infecções; e as plaquetas, que ajudam na coagulação do sangue. Em crianças, essa medula está presente na maioria dos ossos. Nos adultos, ela se localiza principalmente nos ossos do esterno, das vértebras, das costelas, do quadril e nas extremidades de alguns ossos longos, como o fêmur e o úmero.


Medula Óssea Amarela: É composta por células de gordura, funcionando como uma reserva de energia. Ela é encontrada principalmente na parte central dos ossos longos, como o fêmur e a tíbia. Em casos de necessidade extrema, como em uma perda significativa de sangue, a medula amarela pode se transformar em medula vermelha para ajudar na produção de células sanguíneas.

Células Ósseas

As células ósseas são fundamentais para a manutenção, crescimento e regeneração do esqueleto. Elas ajudam na renovação constante do tecido ósseo, reparando microdanos e adaptando o osso a novas demandas físicas. Além disso, as células ósseas controlam o armazenamento e a liberação de minerais, especialmente cálcio e fósforo, para manter níveis adequados no sangue, o que é essencial para diversas funções corporais, como contração muscular e transmissão de impulsos nervosos. Em casos de fratura, essas células também promovem a cicatrização, formando novo tecido ósseo e restaurando a estrutura e função do osso.

Os ossos estão em constante renovação, processo chamado remodelação óssea. As osteoblastos formam novo osso, enquanto as osteoclastos quebram os ossos velhos ou danificados. Esse processo mantém os ossos saudáveis.

- Durante a infância e adolescência, os ossos crescem rapidamente.

- Após a adolescência, o crescimento desacelera, mas a remodelação continua ao longo da vida.


Tipos de Células Ósseas:

Osteoblastos: São células responsáveis pela síntese da matriz óssea. Eles produzem componentes orgânicos como o colágeno tipo I e outras proteínas da matriz que ajudam a fortalecer o osso. Depois que os osteoblastos completam a formação da matriz óssea, eles podem se transformar em osteócitos.


Osteoclastos: Essas células têm a função de reabsorver o tecido ósseo. Elas são grandes e multinucleadas, sendo derivadas de precursores da linhagem de células do sangue (monócitos/macrófagos). A atividade dos osteoclastos é essencial para a remodelação óssea, pois permite a reciclagem de minerais e a adaptação do esqueleto às cargas mecânicas.


Osteócitos: São células maduras que derivam dos osteoblastos após serem incorporadas na matriz óssea que eles próprios secretaram. Os osteócitos ficam em pequenas cavidades chamadas lacunas e possuem prolongamentos que se conectam com outros osteócitos e osteoblastos, permitindo a troca de nutrientes e sinalizações para manutenção do tecido.


Células osteoprogenitoras: São células precursoras das demais células ósseas. Originadas do tecido conjuntivo, essas células podem se diferenciar em osteoblastos ou, eventualmente, osteoclastos, dependendo das necessidades do osso. Estão localizadas no periósteo (camada externa do osso) e no endósteo (camada interna).

Metáfise/Epífese

Osso jovem e Osso adulto.png

A metáfise e a epífise são regiões dos ossos longos que desempenham um papel essencial no crescimento durante a infância e a adolescência. A metáfise é a área entre a diáfise (corpo do osso) e a epífise (extremidades do osso). Nessa região, encontra-se a placa de crescimento ou cartilagem epifisária, uma zona de cartilagem que permite o crescimento ósseo em comprimento. Durante o desenvolvimento, células dessa cartilagem se dividem e são gradualmente substituídas por tecido ósseo, o que alonga o osso.

Esse processo de crescimento ósseo em comprimento geralmente dura até que a cartilagem de crescimento se feche, momento em que é substituída por osso sólido e o crescimento em altura termina. Esse fechamento ocorre por volta dos 14 anos nas meninas e 16 anos nos meninos, mas isso pode variar de pessoa para pessoa. Em média, o fechamento final e a consolidação óssea se completam ao final da puberdade, entre 15 e 20 anos, dependendo de fatores como genética e nutrição.

Epífise e Diáfise .png

Membranas Ósseas

Endósteo e Periósteo .jpg

São camadas de tecido conjuntivo que revestem e protegem diferentes superfícies do osso e da cartilagem, além de desempenharem funções essenciais para o crescimento e a regeneração óssea.

Tipos:

Estrutura dos Ossos 2.jpg

Periósteo: Membrana fibrosa que circunda a parte externa dos ossos, exceto nas regiões onde há cartilagem articular. Ele serve como ponto de ancoragem para tendões e ligamentos, permitindo a fixação de músculos ao osso. O periósteo também possui vasos sanguíneos e nervos, além de células osteoprogenitoras que ajudam na regeneração óssea.


Endósteo: Membrana interna de tecido conjuntivo que reveste as superfícies internas do osso, como o canal medular. O endósteo contém células osteogênicas, como osteoblastos e osteoclastos, que participam da remodelação e da renovação óssea, especialmente durante a reparação de fraturas.


Pericôndrio: Membrana fibrosa que envolve a cartilagem (exceto nas superfícies articulares onde o osso se conecta a outro osso). O pericôndrio fornece nutrientes para a cartilagem e contém células que ajudam no crescimento e na reparação da cartilagem.

Vascularização e Inervação dos Ossos

Estrutura Óssea.jpg

A vascularização óssea desempenha um papel fundamental não apenas na manutenção e regeneração dos tecidos ósseos, mas também no suporte às células hematopoiéticas da medula óssea, responsáveis pela produção das células sanguíneas. Além disso, a vascularização e a inervação óssea são cruciais para o bom funcionamento do sistema imunológico e circulatório, pois ajudam na reparação óssea e na regulação do fluxo sanguíneo, contribuindo para a saúde geral do organismo. Assim, esses processos são essenciais para a homeostase óssea e para a funcionalidade de diversos sistemas do corpo.

Artérias nutrícias: responsáveis pela principal irrigação do osso. Elas penetram no osso compacto da diáfise (corpo do osso) através dos forames nutrícios. Após entrarem na cavidade medular, as artérias nutrícias se dividem em ramos que se estendem longitudinalmente, levando sangue à medula óssea e ao osso esponjoso, além de contribuir para a nutrição do osso compacto a partir de dentro.


Artérias periosteais: essas artérias são pequenas e entram no periósteo (membrana que reveste o osso externamente). Elas se ramificam e penetram no osso compacto, nutrindo os osteócitos por meio dos sistemas haversianos (ou ósteons), que são canais microscópicos que distribuem nutrientes e oxigênio às células ósseas.


Veias: acompanham as artérias e também passam pelos forames nutrícios. Elas transportam sangue venoso de volta à circulação geral e estão presentes tanto nas extremidades articulares quanto na cavidade medular, garantindo a remoção de resíduos metabólicos do osso.


Inervação: os ossos também possuem uma rica inervação, especialmente no periósteo, onde as fibras nervosas sensoriais estão localizadas. Essa inervação é responsável pela sensação de dor em casos de lesão ou fratura, além de controlar a constrição e dilatação dos vasos sanguíneos, o que ajuda a regular o fluxo sanguíneo ósseo conforme as necessidades metabólicas.

Acidentes Ósseos

Os acidentes ósseos surgem em locais específicos, geralmente onde há inserção de tendões, ligamentos, fáscias ou onde artérias estão adjacentes ou penetram os ossos. Eles desempenham funções essenciais na otimização do movimento e no suporte estrutural.

Tipos:


Fissura: Abertura estreita ou passagem, como a fissura orbital superior do esfenóide, que permite a passagem de nervos e vasos.


Fóvea: Área côncava ou plana de uma articulação, como a fóvea central da cabeça do fêmur, que permite o encaixe do osso na articulação.


Forame: Passagem arredondada em um osso, como o forame vertebral, por onde passam a medula espinhal e nervos.


Fossa: Depressão ou área côncava, como a fossa supra-escapular, que acomoda músculos ou outras estruturas.


Sulco: Ranhura ou depressão alongada que acomoda nervos ou vasos, como o sulco intertubercular do úmero.

Formações Ósseas

As formações ósseas são elevações ou projeções que ocorrem em locais onde a função do osso envolve alavancagem ou apoio, muitas vezes para otimizar o movimento de tendões ou para melhorar a articulação.

Tipos:


Alvéolo: Cavidade profunda ou encaixe, como o alvéolo dental, onde as raízes dos dentes se fixam ao osso.


Cabeça: Extremidade arredondada de um osso, separada do corpo por um colo, como a cabeça do fêmur, que se articula com o quadril.


Canal: Passagem tubular dentro de um osso, como o canal auditivo.


Cavidade: Depressão ou área vazia dentro de um osso, como a cavidade acetabular, que recebe a cabeça do fêmur.


Côndilo: Superfície articular saliente e arredondada, como o côndilo mandibular, que se articula com a mandíbula.


Crista: Linha óssea proeminente e aguçada, como a crista ilíaca, que é uma elevação no osso do quadril.


Epicôndilo: Pequena projeção localizada acima de um côndilo, como o epicôndilo medial do úmero, que serve como ponto de fixação para músculos.


Espinha: Processo saliente e pontiagudo, como a espinha da escápula.


Faceta: Superfície plana e lisa onde um osso se articula com outro, permitindo movimento, como nas facetas articulares das vértebras.


Maléolo: Processo arredondado à semelhança de um martelo, como o maléolo medial no tornozelo.


Protuberância: Projeção óssea, como a protuberância occipital externa, localizada na parte posterior do crânio.


Processo: Projeção saliente de um osso, como o processo espinhoso das vértebras.


Processo Espinhoso: Projeção alongada e pontiaguda que pode ser palpada ao longo da coluna vertebral.


Trocânter: Grande elevação saliente, como o trocânter maior do fêmur, que serve de ponto de inserção para músculos.


Tubérculo: Pequena elevação ou nódulo ósseo, como o tubérculo maior do úmero.


Tuberosidade: Grande elevação arredondada, como a tuberosidade isquiática, que serve para a fixação de músculos importantes.

Fáscias

As fáscias são estruturas de tecido conjuntivo que envolvem e sustentam músculos, ossos, nervos e órgãos, oferecendo suporte, proteção e flexibilidade. Elas ajudam na organização e movimentação dos tecidos, além de facilitar a transmissão de forças durante os movimentos. Existem três tipos principais: a fáscia superficial, que fica sob a pele e protege; a fáscia profunda, que envolve músculos e ossos; e a fáscia visceral, que sustenta os órgãos internos. As fáscias também contribuem para o transporte de sangue e linfa no corpo.

Doenças e Problemas no Sistema Ósseo

Tipos mais conhecidos:


Osteoporose: Doença que enfraquece os ossos, tornando-os mais frágeis e propensos a fraturas.


Fraturas: Quebras nos ossos, geralmente causadas por traumas, quedas ou impactos fortes.


Artrite: Inflamação das articulações, que provoca dor, rigidez e dificuldade de movimento.


Escoliose: Curvatura anormal da coluna vertebral, que pode causar dor e problemas posturais.


Osteoartrite: Degeneração da cartilagem das articulações, causando dor, inchaço e rigidez.


Artrite reumatoide: Doença autoimune que ataca as articulações, resultando em inflamação crônica e possíveis deformidades.


Doença de Paget: Distúrbio ósseo que provoca o crescimento anormal e enfraquecido dos ossos, podendo causar dor e fraturas.


Osteomielite: Infecção óssea, geralmente causada por bactérias, que pode levar à dor intensa, febre e inchaço.


Raquitismo: Doença que afeta o desenvolvimento ósseo em crianças, geralmente devido à deficiência de vitamina D, resultando em ossos fracos e deformados.


Hipocalcemia: Baixos níveis de cálcio no sangue, o que pode enfraquecer os ossos e aumentar o risco de fraturas.


Necrose avascular: Morte do tecido ósseo devido à falta de suprimento sanguíneo, o que pode levar à perda da estrutura óssea e dor intensa.

Articulaçoes

As articulações são estruturas que conectam os ossos entre si e permitem a movimentação entre eles. Elas são fundamentais para o funcionamento do corpo, pois possibilitam a flexibilidade e o movimento, além de garantir a estabilidade das partes do corpo. Podem ser classificadas em três tipos principais: articulações fibrosas, articulações cartilaginosas e articulações sinoviais.


• Articulações Fibrosas(Sinartroses): Unem os ossos por tecido fibroso denso, geralmente sem movimento ou com movimento extremamente limitado.


Exemplos:

Suturas do crânio: Conexões entre os ossos do crânio, onde o movimento é praticamente inexistente.


Sindesmose: Articulação em que dois ossos são unidos por uma faixa de tecido fibroso, como entre a tíbia e a fíbula.


Gonfose: A articulação entre os dentes e os ossos da mandíbula ou maxilar.


Componentes:

Tecido fibroso: O componente principal das articulações fibrosas. Ele pode ser denso (como nas suturas do crânio) ou mais frouxo, como na sindesmose (entre a tíbia e a fíbula).


Ligamentos: Embora as articulações fibrosas não permitam muito movimento, os ligamentos ainda podem existir para reforçar a união dos ossos.


Sem cavidade articular: Ao contrário das articulações sinoviais, não há uma cavidade articular nem líquido sinovial.


Articulações Cartilaginosas(Anfiartroses): Os ossos são unidos por cartilagem, o que permite um movimento limitado.


Exemplos:

Sínfises: Articulação fibrocartilaginosa, permitindo certo grau de movimento, como a sínfise púbica, que conecta os ossos da pelve.


Sincondroses: Articulação unida por cartilagem hialina, como entre as costelas e o esterno.


Componentes:

Cartilagem hialina ou fibrocartilagem: A cartilagem pode ser hialina, como nas sincondroses (por exemplo, entre as costelas e o esterno), ou fibrocartilaginosa, como nas sínfises (exemplo: sínfise púbica).


Sem cavidade articular: Assim como as articulações fibrosas, as articulações cartilaginosas não possuem uma cavidade articular, e a cartilagem serve como amortecedor e facilita o movimento.


Ligamentos e fibras colágenas: Podem existir para reforçar a união entre os ossos.


Articulações Sinoviais(Diartroses): São as articulações mais móveis e comuns no corpo humano. Elas são caracterizadas pela presença de uma cápsula articular preenchida com líquido sinovial, que lubrifica a articulação e facilita os movimentos.


Exemplos:

Ombro (articulação glenoumeral): Permite ampla movimentação do braço, incluindo rotação, flexão e extensão.


Joelho: A maior articulação sinovial do corpo, permitindo movimentos de flexão e extensão da perna.


Quadril (articulação coxofemoral): Permite movimentos amplos e estáveis entre o fêmur e a pelve.


Cotovelo: Permite flexão e extensão do braço.


Componentes:

Cápsula articular: Uma cápsula que envolve a articulação, mantendo os ossos unidos.


Líquido sinovial: Líquido viscoso presente na cavidade articular, que lubrifica a articulação e reduz o atrito.


Cartilagem articular: Cartilagem hialina que cobre as superfícies articulares dos ossos, permitindo o movimento suave.


Membrana sinovial: A membrana que reveste a cápsula articular e secreta o líquido sinovial.


Ligamentos: Faixas de tecido fibroso que reforçam a articulação e limitam seu movimento para evitar lesões.


Bolsas sinoviais: Pequenos sacos cheios de líquido sinovial que ajudam a reduzir o atrito entre os tendões e os ossos.


Tendões e músculos: Embora não façam parte diretamente da articulação, os tendões e músculos que cruzam as articulações são cruciais para o movimento.

Articulações.jpg

Lesões Comuns nas Articulações:

As articulações podem ser afetadas por várias condições e lesões, que incluem:


Entorses e distensões: Lesões nos ligamentos (entorses) ou nos músculos/tendões (distensões) devido a movimentos excessivos ou repentinamente forçados.


Lesões no menisco: Lesões no tecido cartilaginoso dentro de articulações como o joelho.


Bursite: Inflamação das bursas, muitas vezes causada por movimentos repetitivos ou trauma.

Crânio

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O neurocrânio é a parte superior e de trás do crânio, que forma a caixa que protege o cérebro e as orelhas internas. Também é chamado de caixa craniana. Composto por 8 ossos, que incluem:


Frontal: Forma a testa e a parte superior das órbitas oculares.


Parietal (2): Localizados na parte superior e lateral da cabeça.


Occipital: Forma a parte posterior e inferior da caixa craniana.


Temporal (2): Localizados nas laterais da cabeça, abaixo dos parietais.


Esfenoide: Localizado na base do crânio, entre os ossos frontal e o temporal.


Etmoide: Localizado entre os ossos frontal e esfenoide, formando parte da cavidade nasal e órbita ocular.


O viscerocrânio é composto pelos ossos da face, que se relacionam com os sistemas respiratório, digestório e sensorial, desempenhando um papel fundamental na proteção e sustentação dessas estruturas. Composto por 14 ossos, que incluem:


Maxila (2): Ossos que sustentam a arcada dentária superior e formam parte da cavidade nasal.


Mandíbula: O osso inferior da face, que sustenta os dentes inferiores e forma a parte inferior da cavidade oral.


Zigomático (2): Também conhecidos como ossos malares, formam as maçãs do rosto e parte das órbitas oculares.


Nasal (2): Ficam acima do vômer e abaixo do osso frontal, formando a ponte do nariz.


Lacrimal (2): Localizados na parte medial das órbitas oculares, próximos ao nariz.


Palatino (2): Formam parte do palato (céu da boca) e também da cavidade nasal.


Vômer: Osso que divide as cavidades nasais, formando a parte inferior do septo nasal.

Divisão do Crânio.jpg

Tórax

Torax.jpg

Refere-se à uma região do corpo que fica entre o pescoço e o abdômen. Ele inclui não apenas as estruturas ósseas, mas também os órgãos internos, músculos, vasos sanguíneos e outras estruturas que estão nessa área.

Os órgãos mais importantes do tórax são o coração e os pulmões, além de estruturas como a traqueia, esôfago e vasos sanguíneos principais.

Principais Estruturas da Região do Tórax:

Caixa Torácica é a estrutura óssea, formada pelas costelas, pelo esterno e pela parte torácica da coluna vertebral. Ela fornece uma proteção rígida para os órgãos internos (como o coração e os pulmões) e contribui para o processo de respiração, já que pode expandir e contrair durante a inspiração e expiração. Composto por:


1. Costelas: São 12 pares de costelas que se conectam à coluna vertebral e ao esterno. Elas formam uma estrutura rígida, mas flexível, que protege os órgãos vitais e permite a expansão do tórax durante a respiração.


Costelas verdadeiras (1 a 7): Conectam-se diretamente ao esterno por meio de cartilagens.

Costelas falsas (8 a 10): Não se conectam diretamente ao esterno, mas à cartilagem da sétima costela.

Costelas flutuantes (11 e 12): Não se conectam ao esterno nem por cartilagem e são menores e mais curtas.


- As costelas são relativamente flexíveis graças às cartilagens costais, o que permite ao tórax se expandir e contrair.

- Embora sejam ossos fortes, as costelas podem quebrar em acidentes, porém geralmente se curam sozinhas, sem necessidade de cirurgia.

- Primeira costela é a menor e a mais encurvada; chata, e alongada.

- Décima primeira e a décima segunda não possuem colo nem tubérculo.

- As sete primeiras são verdadeiras, pois estão unidas ao esterno por cartilagem costal.

Anatomia das Costelas .jpg


2. Esterno: O osso plano localizado na parte anterior(frente) do tórax, composto por três partes.

Osso do esterno.jpg

Manúbrio: Parte superior, articula-se com a clavícula e a primeira e segunda costelas.


Corpo do esterno: Parte central, se articula com a maioria das costelas através das cartilagens costais. Longo, mais fino e mais achatado que o manúbrio.


Processo xifoide: A parte inferior e estreita, que serve de anexo para músculos e ligamentos abdominais. No jovem é uma peça cartilaginosa que se ossifica ao longo do desenvolvimento. Ponto essencial utilizado como referência para a manobra de parada cardíaca.

Esterno.png
Esqueleto.png

3. Coluna Vertebral Torácica: Composta por 12 vértebras (T1 a T12), a coluna torácica forma a parede posterior da caixa torácica e protege a medula espinal.

Coluna Vertebral

Anatomia da Coluna Vertebral.jpg

A coluna vertebral é a estrutura central de suporte do corpo humano, formada por uma série de ossos chamados vértebras. Ela se estende do crânio até a pelve e protege a medula espinal, além de dar suporte e mobilidade ao corpo. A coluna vertebral é formada por 33 vértebras no total, divididas em cinco regiões principais:


7 vértebras cervicais,

12 toráricas,

5 lombares,

5 sacrais;

4 coccígeas;


Coluna Cervical (Pescoço): Composta por 7 vértebras (C1 a C7). Sua função principal é dar suporte ao crânio, permitir movimentos da cabeça e proteger a parte superior da medula espinhal. As duas primeiras vértebras cervicais têm características especiais: o atlas (C1), que suporta o crânio e permite o movimento de "sim" com a cabeça, e o axis (C2), que permite os movimentos de rotação da cabeça, como o de "não".


Coluna Torácica (Meio das Costas): Composta por 12 vértebras (T1 a T12). Sua função principal é proteger a medula espinhal e servir como ponto de fixação para as costelas, formando a caixa torácica, que protege órgãos vitais como o coração e os pulmões. As vértebras torácicas suportam mais peso corporal e têm menor mobilidade devido à sua conexão com as costelas.


Coluna Lombar (Parte Inferior das Costas): Composta por 5 vértebras (L1 a L5). Sua função principal é suportar a maior parte do peso do corpo e permitir movimentos como a flexão e extensão das costas. As vértebras lombares são as maiores e mais fortes da coluna, pois são responsáveis por carregar grande parte do peso corporal.

Sacro posterior.jpg

Coluna Sacral: Composta por 5 vértebras fundidas que formam um único osso chamado sacro. Sua função é conectar a coluna à pelve e dar suporte à parte inferior do corpo. Embora as vértebras sacrais estejam fundidas, elas desempenham um papel importante na transferência de peso da coluna para a pelve, contribuindo para a estabilidade e suporte corporal.


Coluna Coccígea (Cóccix): Composta por 4 vértebras fundidas que formam o osso conhecido como cóccix. Considerado um vestígio da "cauda" em humanos, o cóccix fornece pontos de ancoragem para músculos e ligamentos da pelve, contribuindo para a estrutura e suporte da região pélvica.


- Só há movimento significativo entre as 25 vértebras superiores.

Estrutura de uma Vértebra:

Corpo Vertebral: É a parte mais volumosa e anterior da vértebra, responsável por suportar o peso do corpo e fornecer estabilidade à coluna vertebral.

Arco Vertebral.jpg

Arco Vertebral: Protege a medula espinhal e forma o canal vertebral, através do qual a medula espinhal passa. O arco vertebral é formado pelo pedículo e pela lâmina.


Processos Espinhosos e Transversos: São projeções ósseas que se estendem da vértebra e servem como pontos de fixação para músculos e ligamentos. O processo espinhoso se projeta para trás e é palpável ao longo das costas, enquanto os processos transversos se estendem lateralmente.


Discos Intervertebrais: São almofadas de cartilagem localizadas entre os corpos das vértebras. Eles funcionam como amortecedores, permitindo flexibilidade à coluna e absorvendo impactos durante movimentos como caminhar ou correr.

Tipos de vertebras.jpg

Problemas Comuns da Coluna Vertebral:

Hérnia de Disco: Ocorre quando o disco intervertebral se desloca ou se rompe, fazendo com que seu núcleo (nucleo pulposo) pressione os nervos espinhais. Isso pode causar dor, formigamento e fraqueza em diversas partes do corpo.


Escoliose: Caracteriza-se por uma curvatura lateral anormal da coluna, geralmente em forma de "S" ou "C". Pode ocorrer em qualquer parte da coluna e geralmente se desenvolve durante a infância ou adolescência.


Lordose: Refere-se ao aumento exagerado da curvatura normal da região lombar da coluna vertebral, o que pode resultar em uma postura excessivamente curvada para dentro. Pode causar dor e desconforto nas costas.


Cifose: O aumento da curvatura torácica da coluna, que resulta em uma postura encurvada, ou "corcunda". Essa condição pode ser causada por deformidades ósseas, doenças ou envelhecimento.


Espondilose: Refere-se ao processo degenerativo dos discos intervertebrais e das vértebras, resultando em dor, rigidez e, em casos graves, redução da mobilidade. Normalmente, está associada ao envelhecimento.


Espondilolistese: Ocorre quando uma vértebra desliza para frente em relação à vértebra abaixo dela. Esse deslocamento pode causar dor nas costas e, se pressionar nervos, dor irradiada para as pernas.

Membros Superiores

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Os ossos dos membros superiores são 32 ao todo e podem ser divididos em quatro segmentos principais:


1. A Cintura Escapular conecta os membros superiores ao tronco e é formada por dois ossos principais:


Clavícula: Osso longo e fino que conecta o esterno ao ombro. Ele serve como suporte para o braço e ajuda a estabilizar o ombro.


Escápula (ou Omoplata): É um osso triangular localizado na parte superior das costas, com várias projeções que servem como pontos de ancoragem para músculos e superfícies articulares para o úmero.


2. Ossos do Braço:


Úmero: É o único osso do braço e o maior dos membros superiores. Ele se articula com a escápula no ombro (articulação glenoumeral) e com os ossos do antebraço no cotovelo.


3. Ossos do Antebraço:


Rádio: Localizado no lado do polegar, é mais móvel que a ulna. Ele participa das articulações do cotovelo e do punho.


Ulna: Localizada no lado do dedo mínimo, é mais fixa e mais longa que o rádio. Ela forma a maior parte da articulação do cotovelo com o úmero.


4. Ossos da Mão:

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Carpo: São oito pequenos ossos que formam o pulso, permitindo a movimentação da mão. Esses ossos estão organizados em duas fileiras: Fileira proximal: escafoide, semilunar, piramidal e pisiforme. Fileira distal: trapézio, trapezoide, capitato e hamato.


Metacarpos: São os cinco ossos longos da palma da mão, numerados do polegar ao dedo mínimo. Eles ligam os ossos do carpo às falanges.


Falanges: Cada dedo tem três falanges (proximal, média e distal), exceto o polegar, que tem apenas duas (proximal e distal). Eles formam os dedos e permitem a flexão e extensão.

Articulações dos Membros Superiores

Articulação do Ombro (Glenoumeral): Articulação esférica entre a cabeça do úmero e a cavidade glenoidal da escápula. É altamente móvel, permitindo movimentos como flexão, extensão, abdução, adução, rotação e circundução.


Articulação do Cotovelo: Formada entre o úmero, o rádio e a ulna, permitindo flexão e extensão do antebraço, além de rotação (pronação e supinação).


Articulações do Punho: Formadas entre o rádio, o carpo e os ossos do antebraço, permitindo movimentos de flexão, extensão, adução, abdução e movimentos circulares da mão.


Articulações dos Dedos (Interfalângicas e Metacarpofalângicas): Permitem flexão e extensão dos dedos, essenciais para a preensão e o manuseio de objetos.

Músculos dos Membros Superiores

Músculos do Ombro:


Músculo Deltóide: Principal músculo do ombro, responsável pela elevação do braço.


Músculos Rotadores do Manguito: Quatro músculos que estabilizam a articulação do ombro e permitem rotação (supraespinhal, infraespinhal, subescapular e redondo menor).


Músculos do Braço:


Bíceps Braquial: Localizado na parte anterior do braço, é responsável pela flexão do cotovelo e supinação do antebraço.


Tríceps Braquial: Localizado na parte posterior do braço, é responsável pela extensão do cotovelo.


Braquial: Localizado sob o bíceps, auxilia na flexão do cotovelo.


Músculos do Antebraço:


Flexores: Localizados na parte anterior do antebraço, eles permitem a flexão do punho e dos dedos (ex: flexor radial do carpo, flexor ulnar do carpo).


Extensores: Localizados na parte posterior do antebraço, eles permitem a extensão do punho e dos dedos (ex: extensor dos dedos, extensor ulnar do carpo).


Músculos da Mão:


Músculos Tenar: Controlam o movimento do polegar.

Músculos Hipotenar: Controlam o movimento do dedo mínimo.

Músculos Interósseos e Lumbricais: Permitem movimentos de abdução e adução dos dedos.

Membros Inferiores

Os membros inferiores são responsáveis por sustentar o peso do corpo, permitir a locomoção e realizar uma variedade de movimentos. Eles são compostos por ossos, articulações, músculos e outras estruturas que trabalham em conjunto para possibilitar a mobilidade. Os ossos dos membros inferiores são 30 ao total e podem ser divididos em quatro partes principais: quadril, coxa, perna e pé.


Estrutura dos Membros Inferiores:


Cintura Pélvica é a estrutura que conecta os membros inferiores ao tronco e é formada pelos ossos do quadril, que são compostos por três partes:

Ílio: Parte superior e maior do osso do quadril.

Ísquio: Parte inferior e posterior da pelve.

Púbis: Parte frontal e inferior da pelve.

• Ossos da Coxa

Fêmur: O maior e mais forte osso do corpo humano, localizado na coxa. Ele se articula com a bacia na articulação do quadril (acetábulo) e com a tíbia na articulação do joelho. O fêmur é responsável por suportar a maior parte do peso do corpo.

• Ossos da Perna

Tíbia: O osso mais robusto da perna, localizado na parte medial e anterior. É o principal responsável pelo suporte de peso. Ele se articula com o fêmur no joelho e com o tálus no tornozelo.

Fíbula: Localizado ao lado da tíbia, na parte lateral da perna. Embora não suporte peso diretamente, a fíbula serve como ponto de ancoragem para músculos e estabiliza o tornozelo.

• Ossos do Pé

O pé é composto por 26 ossos organizados em três partes principais:

Tarso: São sete ossos que formam o tornozelo e a parte posterior do pé, incluindo o calcâneo (osso do calcanhar) e o tálus (que se articula com a tíbia).

Metatarso: Cinco ossos longos que formam a parte média do pé, conectando os ossos do tarso aos dedos.

Falanges: Os ossos dos dedos, com três falanges por dedo (exceto no dedão, que tem duas falanges). Eles permitem os movimentos do pé, essenciais para a locomoção.



• Articulações dos Membros Inferiores

Articulação do Quadril: Conecta a cabeça do fêmur ao acetábulo do osso do quadril. É responsável por movimentos amplos, incluindo flexão, extensão, abdução, adução e rotação.

Articulação do Joelho: Esta articulação une o fêmur à tíbia e permite principalmente flexão e extensão da perna, com uma pequena rotação quando a perna está flexionada. A estabilidade do joelho é mantida por ligamentos, como os cruzados (anterior e posterior) e os ligamentos colaterais, além dos meniscos, que atuam como amortecedores.

Articulação do Tornozelo: Conecta a tíbia, a fíbula e o tálus, permitindo movimentos de dorsiflexão (quando o pé é levantado para cima) e flexão plantar (quando o pé é apontado para baixo), com uma leve rotação lateral e medial.

Articulações dos Dedos dos Pés: Possibilitam flexão e extensão, desempenhando um papel fundamental no equilíbrio e na adaptação do pé ao solo durante a caminhada.

• Músculos dos Membros Inferiores

Músculos da Coxa

Quadríceps Femoral: O maior e principal extensor do joelho, composto por quatro músculos: reto femoral, vasto lateral, vasto medial e vasto intermédio.

Músculos Isquiotibiais: Localizados na parte posterior da coxa, esses músculos (bíceps femoral, semitendinoso e semimembranoso) são responsáveis pela flexão do joelho e pela extensão do quadril.

Sartório: O músculo mais longo do corpo, que cruza a coxa e auxilia em movimentos de flexão e rotação do quadril.

Músculos da Perna

Gastrocnêmio: Localizado na panturrilha, esse músculo é responsável pela flexão plantar do tornozelo, ajudando a apontar o pé para baixo.

Sóleo: Também localizado na panturrilha, o sóleo participa da flexão plantar e auxilia no apoio do peso corporal quando estamos de pé.

Tibial Anterior: Localizado na parte frontal da perna, é o responsável pela dorsiflexão do tornozelo, ou seja, pelo levantamento do pé.

Músculos do Pé

Músculos intrínsecos: Localizados dentro do pé, ajudam em movimentos finos dos dedos e na manutenção do equilíbrio.

Músculos extrínsecos: Localizados na perna, inserem-se no pé e são responsáveis pela movimentação geral do pé e dos dedos.


• Sistema Ósseo - Sistema Esquelético

Número de ossos do corpo humano: 206


• O sistema esquelético é dividido em duas partes principais:

1. Esqueleto Axial: Forma o eixo central do corpo, fornecendo suporte e proteção. Formado: Crânio(e ossos da face); Coluna Vertebral; Costelas; Esterno; Sacro; Coccix; Osso Hióide.

2. Esqueleto Apendicular: Conecta os membros ao tronco e permite a locomoção. Formado: Cintura Escapular; Membros Superiores; Cintura Pélvica; Membros Inferiores.


Cartilagem

A cartilagem é um tipo de tecido conjuntivo especializado que oferece flexibilidade e resistência. Ela é essencial em áreas do esqueleto onde são necessários mais movimentos e onde a proteção de estruturas sensíveis é importante. Como não possui suprimento sanguíneo próprio, as células da cartilagem dependem de difusão para obter oxigênio e nutrientes.

Existem três tipos principais de cartilagem:


1. Cartilagem Hialina: Apresenta uma aparência vítrea e translúcida, composta principalmente de colágeno tipo II. É a forma mais comum e pode ser encontrada nas articulações, nas costelas, no nariz e na traqueia. Sua principal função é reduzir o atrito nas articulações e fornecer suporte estrutural.


2. Cartilagem Elástica: Contém fibras elásticas além do colágeno tipo II, o que proporciona maior flexibilidade. Essa cartilagem é encontrada na orelha externa, epiglote e trompa de Eustáquio, ajudando a manter a forma dessas estruturas com a capacidade de flexionar e retornar à sua forma original.


3. Cartilagem Fibrosa: Rica em fibras colágenas tipo I, sendo muito mais resistente e capaz de suportar grandes cargas e impactos. Ela é encontrada em locais como os discos intervertebrais, meniscos dos joelhos e sínfise púbica. Sua principal função é amortecer impactos e fornecer suporte estrutural robusto para áreas que enfrentam alta pressão.